Insatisfação com o trabalho depois das férias: quando vale a pena pedir demissão?

Com a volta das férias ou do recesso de fim de ano, é comum que muitos trabalhadores passem a refletir sobre a própria carreira e se perguntem se vale a pena continuar no emprego atual. O descanso costuma trazer clareza sobre insatisfações acumuladas, excesso de cobrança, falta de reconhecimento ou até problemas de saúde mental. Mas pedir demissão é uma decisão que precisa ser tomada com cuidado, especialmente por causa dos impactos trabalhistas e previdenciários envolvidos.

Antes de qualquer atitude, é fundamental entender quais direitos são perdidos ao pedir demissão, quando essa decisão pode fazer sentido e quais alternativas existem para quem deseja mudar de rumo profissional.

O que o trabalhador perde ao pedir demissão

Ao pedir demissão, o trabalhador abre mão de alguns direitos importantes previstos na CLT. Ele não tem direito ao saque do saldo do FGTS, nem à multa de 40% paga pelo empregador em caso de dispensa sem justa causa. Também não pode solicitar o seguro-desemprego, benefício essencial para quem precisa de um período de transição financeira.

O trabalhador recebe apenas o saldo de salário, férias vencidas (se houver), férias proporcionais acrescidas de um terço constitucional e o 13º salário proporcional. O aviso-prévio, quando não cumprido, pode inclusive ser descontado das verbas rescisórias.

Por isso, pedir demissão sem planejamento pode gerar um impacto financeiro significativo.

Quando pedir demissão pode valer a pena

Apesar das perdas, há situações em que pedir demissão pode ser a melhor escolha. Isso costuma ocorrer quando o ambiente de trabalho se tornou insustentável, com impactos diretos na saúde física ou mental, ou quando o trabalhador já tem uma nova oportunidade garantida, seja outro emprego formal ou um projeto profissional bem estruturado.

Também pode valer a pena quando o trabalhador percebe que não há mais perspectiva de crescimento, aprendizagem ou melhoria das condições de trabalho, e já possui uma reserva financeira que permita atravessar um período sem renda fixa.

Ainda assim, é importante avaliar se não existem alternativas menos prejudiciais do ponto de vista dos direitos trabalhistas.

Alternativas antes de pedir demissão

Antes de tomar a decisão definitiva, o trabalhador pode buscar alternativas que preservem seus direitos. Uma delas é tentar uma negociação de demissão por acordo, prevista na legislação desde a Reforma Trabalhista de 2017. Nessa modalidade, o trabalhador recebe metade da multa do FGTS, pode sacar 80% do saldo depositado e mantém o direito às demais verbas rescisórias, embora ainda não tenha acesso ao seguro-desemprego.

Outra possibilidade é buscar afastamento por motivo de saúde, quando há recomendação médica, ou tentar realocação interna, mudança de função ou ajuste de jornada. Em casos de assédio moral, sobrecarga excessiva ou descumprimento de obrigações legais por parte da empresa, é essencial buscar orientação jurídica antes de pedir demissão, pois pode haver direito à rescisão indireta, que garante praticamente todos os direitos de uma dispensa sem justa causa.

Pedir demissão para empreender: o que avaliar

Muitos trabalhadores consideram pedir demissão para empreender ou trabalhar por conta própria. Nesse caso, o planejamento é ainda mais importante. É fundamental avaliar se o negócio já tem potencial de gerar renda, se existe reserva financeira para os primeiros meses e como ficará a contribuição previdenciária.

Ao sair da CLT, o trabalhador deixa de ter direitos como férias remuneradas, 13º salário e FGTS, mas pode ganhar autonomia e flexibilidade. Para isso, é essencial escolher o enquadramento correto.

MEI ou autônomo: qual é a melhor opção?

Para quem está começando a empreender, o MEI costuma ser a opção mais simples. Com um custo mensal reduzido, o Microempreendedor Individual garante acesso a benefícios do INSS, como auxílio-doença, salário-maternidade, aposentadoria por idade e pensão por morte para dependentes. Além disso, o MEI pode emitir nota fiscal, o que facilita a prestação de serviços para empresas.

Já o trabalhador autônomo que não se enquadra como MEI precisa contribuir ao INSS como contribuinte individual. Essa contribuição costuma ser maior, mas também permite acesso aos benefícios previdenciários. Em ambos os casos, manter as contribuições em dia é essencial para não perder direitos no futuro.

Planejamento financeiro e previdenciário é essencial

Antes de pedir demissão, o trabalhador deve avaliar sua reserva financeira, seus objetivos de médio e longo prazo e o impacto da decisão na aposentadoria. Muitas pessoas deixam de contribuir ao INSS após sair da CLT e só percebem o problema anos depois, quando vão solicitar um benefício.

Pensar na projeção de vida profissional, nas condições do mercado de trabalho e na própria saúde é parte fundamental desse processo.

Informação é proteção

Pedir demissão pode ser libertador em alguns casos, mas também pode gerar prejuízos quando feito sem planejamento. Cada situação é única, e entender os direitos trabalhistas e previdenciários é essencial para tomar uma decisão consciente.

Por isso, antes de pedir demissão ou mudar de modelo de trabalho, o ideal é buscar orientação de um advogado trabalhista. Um profissional especializado pode ajudar a avaliar alternativas, preservar direitos e evitar prejuízos que podem impactar o trabalhador por muitos anos.

Se você ficou com dúvidas sobre o tema, entre em contato com um de nossos escritórios pelos links de WhatsApp ao lado.

Banda B: Thayla Oliveira explica os direitos previdenciários dos imigrantes

Hoje (18/12), Dia Internacional do Imigrante, a Rádio Banda abriu espaço para falar sobre tema no âmbito previdenciário.

Para isso, a advogada Thayla Oliveira foi entrevistada ao vivo no programa “Oi, oi, gente querida”, com explicações claras sobre os direitos de imigrantes e de brasileiros que desenvolveram parte da vida profissional fora do país.

Durante a conversa, ela explicou que pessoas imigrantes podem se aposentar no Brasil, desde que estejam em situação regular e realizando contribuições ao INSS.

“Esses recolhimentos podem ocorrer por meio da carteira de trabalho, quando há vínculo formal, ou de outras formas previstas em lei, como contribuinte individual, facultativo ou MEI, conforme cada realidade”, explicou.

A pauta também abordou uma dúvida recorrente: o aproveitamento do tempo trabalhado em outro país. Nesse caso, a possibilidade depende da existência de acordos internacionais firmados pelo Brasil com outras nações, como Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Japão, entre outros.

Quando há acordo, o tempo de contribuição pode ser somado para fins de aposentadoria, respeitando as regras de cada sistema.

Outro ponto destacado foi o cuidado com o planejamento previdenciário. O período usado para garantir um benefício em um país não pode ser reutilizado em outro, o que torna a escolha estratégica e exige atenção desde cedo. Além disso, acompanhar o extrato previdenciário e manter a documentação em dia ajuda a evitar problemas futuros.

Em um data que simboliza reconhecimento e direitos, a entrevista reforçou o valor da informação acessível.

Band: André Lopes avalia as mudanças no vale-refeição

As recentes mudanças anunciadas pelo Governo Federal para os vales refeição e alimentação reacenderam o debate sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O objetivo declarado é reduzir custos, ampliar a aceitação dos cartões e equilibrar a relação entre empresas, operadoras e estabelecimentos.

O novo decreto estabelece um teto de 3,6% para a taxa cobrada de restaurantes e supermercados pelas mantenedoras dos cartões. Hoje, esse valor pode chegar a 15%, impactando o preço final dos alimentos e dificultando a adesão de pequenos comerciantes.

Outra alteração relevante é o prazo de repasse do dinheiro aos estabelecimentos: o limite, que antes podia alcançar 60 dias, agora cai para 15 dias.

A medida também prevê interoperabilidade. Dentro de até um ano, o cartão de vale deverá funcionar em qualquer maquininha.

Em entrevista à Band Cidade, o advogado André Lopes avaliou positivamente o novo cenário. “Vemos com bons olhos as mudanças e entendemos que elas procuram trazer uma maior segurança jurídica seja para os estabelecimentos, para o próprio empregador e ou para o trabalhador que faz uso do benefício”, explicou.

As empresas terão 90 dias para se adequar às novas regras. Assista a matéria completa no YouTube, no canal Band Paraná com o título:

SBT: Thayla Oliveira detalha os impactos da alteração do FGTS

O debate sobre o saque-aniversário do FGTS voltou ao centro das atenções após o anúncio de novas regras pelo Governo Federal. As mudanças atingem diretamente milhões de trabalhadores(as) que utilizam a modalidade e, sobretudo, aqueles que costumam antecipar o benefício.

Em entrevista ao SBT Notícias, a advogada Thayla Oliveira, do GASAM Advocacia, detalhou o impacto das alterações. “Antigamente não existia um número de parcelas que poderiam ser comprometidas e agora, em 2025, o limite é de cinco parcelas. A partir de novembro de 2026, vai para uma quantidade ainda menor: três parcelas”, explicou.

Nos últimos anos, o saque-aniversário se consolidou como uma alternativa rápida para resgatar parte do saldo do FGTS. Essa facilidade levou a um aumento expressivo da contratação de adiantamentos. Hoje, mais de 70% dos(as) trabalhadores(as) que aderiram à modalidade já utilizaram esse tipo de operação, oferecendo o fundo como garantia.

O inconveniente começou a aparecer no momento da dispensa. Como o montante antecipado é descontado automaticamente dos créditos futuros, muitos profissionais passaram a descobrir que, ao perder o emprego, quase não havia valor disponível. Em algumas situações, o fundo aparecia até zerado ou deficitário, impossibilitando o uso do FGTS como apoio em situações inesperadas.

Para evitar que esse tipo de dificuldade se repita e reduzir riscos financeiros, o governo adotou novas diretrizes, impondo limites tanto ao número de parcelas quanto ao total que pode ser adiantado, reforçando o FGTS como uma reserva de segurança para o(a) contratado(a).

A advogada reforça que o novo cenário exige atenção redobrada. “É um procedimento que deve ser feito apenas em caso de extrema emergência, justamente para não comprometer a renda do beneficiário em uma futura demissão ou algum tipo de imprevisto”.

Veja na íntegra a entrevista:

Afastamentos por saúde mental crescem 134%: quais são os direitos do trabalhador?

saúde mental

 

Um dado recente do Ministério Público do Trabalho (MPT) atesta a crise de saúde mental no mercado do trabalho. Os afastamentos do trabalho por transtornos mentais cresceram 134% entre 2022 e 2024. O salto impressiona: foram 201 mil licenças concedidas por saúde mental em 2022 e 472 mil em 2024. Esses números mostram que o adoecimento psicológico ligado ao ambiente profissional se tornou um problema urgente. Cada vez mais trabalhadores estão enfrentando ansiedade, depressão, burnout e outras condições que tiram a capacidade de trabalhar.

Diante desse cenário, é fundamental que o trabalhador saiba exatamente quais são seus direitos quando precisa se afastar por motivo de saúde mental. A legislação brasileira garante proteção, mas muitos desconhecem como funciona o processo ou deixam de solicitar benefícios por falta de orientação. Este texto explica, de forma simples, o que diz a lei, como solicitar o auxílio-doença, quando é possível pedir aposentadoria por invalidez e quais cuidados tomar durante o afastamento.

O que pode levar a um afastamento por saúde mental

A legislação previdenciária reconhece diversas condições que podem comprometer a capacidade laboral. Entre as mais comuns estão depressão, transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, transtorno bipolar, burnout, estresse pós-traumático e outras doenças enquadradas no CID (Classificação Internacional de Doenças). Quando esses transtornos afetam o desempenho profissional ou impossibilitam o trabalhador de exercer suas funções, o médico pode recomendar afastamento.

O afastamento pode ocorrer tanto em casos relacionados ao ambiente de trabalho quanto em situações externas. Porém, quando a doença tem relação direta com o trabalho, como no burnout ou assédio moral, o trabalhador pode ter direitos adicionais, inclusive estabilidade ao retornar.

Quais são os direitos do trabalhador afastado por saúde mental

Se o afastamento for superior a 15 dias, o trabalhador tem direito ao benefício por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença, pago pelo INSS. Os primeiros 15 dias são pagos pela empresa, e a partir do 16º dia quem assume é o INSS. Para isso, é necessária a realização de uma perícia médica, que irá avaliar se o trabalhador realmente está temporariamente incapaz.

Quando o transtorno tem nexo com o trabalho — por exemplo, burnout provocado por excesso de jornada, pressão abusiva ou assédio — o benefício passa a ser acidentário. Nesse caso, além de receber o auxílio, o trabalhador conquista estabilidade de 12 meses ao retornar, não podendo ser demitido nesse período sem justa causa.

Como solicitar o benefício do INSS

O pedido de auxílio-doença deve ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. É importante reunir todos os documentos médicos, como laudos, receitas, exames, atestados e declarações do profissional de saúde. Quanto mais detalhada estiver a documentação, maiores as chances de concessão. No dia da perícia, o segurado precisa levar todos os documentos e explicar de forma clara como o transtorno mental impacta suas atividades de trabalho.

Se o benefício for negado, o trabalhador pode recorrer administrativamente ou entrar com ação judicial. Muitos casos são revertidos quando analisados pela Justiça.

Cuidados importantes durante o afastamento

Durante o afastamento, o trabalhador precisa seguir o tratamento indicado pelo médico. Além disso, é essencial manter documentação organizada: laudos, psicoterapia, psiquiatra e tudo o que comprove a continuidade da doença. Também é importante evitar atividades incompatíveis com o motivo do afastamento, pois o INSS pode cruzar dados e até cancelar o benefício se encontrar inconsistências.

Se houver relação entre o adoecimento e práticas abusivas no ambiente de trabalho, como metas impossíveis, assédio ou perseguição, o trabalhador deve registrar provas, buscar apoio do sindicato e procurar ajuda jurídica.

O papel da empresa e a importância de um ambiente saudável

A empresa é responsável por garantir um ambiente de trabalho seguro. Ignorar sinais de adoecimento, estimular jornadas excessivas ou manter práticas de gestão abusivas pode gerar responsabilização judicial. Trabalhadores que adoecem em razão do trabalho têm direito não apenas ao afastamento, mas também a estabilidade e, em alguns casos, a indenizações.

A importância de buscar orientação especializada

Com o aumento expressivo dos afastamentos por saúde mental, entender os direitos trabalhistas e previdenciários se tornou essencial. O trabalhador que passa por sofrimento psicológico não está sozinho, e a lei oferece mecanismos de proteção. Porém, cada situação tem particularidades, e muitas decisões dependem de documentação e estratégia.

Por isso, em caso de dúvidas ou se sentir que seus direitos foram desrespeitados, procure um advogado trabalhista e previdenciário especializado. A orientação correta pode garantir o acesso ao benefício e proteger o trabalhador em um momento tão delicado da vida.

Se você precisar de mais informações sobre o tema, entre em contato com um de nossos escritórios pelos links de WhatsApp ao lado.

Banda B: Lenara Moreira fala sobre os direitos dos trabalhadores temporários

Os(as) trabalhadores(as) temporários(as) têm direitos e regras específicas que muitas vezes geram dúvidas. Entender as diferenças entre contrato temporário e contrato por prazo determinado é um ponto importante para quem vai atuar nesse modelo de contratação.

No programa “Oi, oi, gente querida”, da Rádio Banda B, a advogada Lenara Moreira, do GASAM Advocacia, explicou o tema.

No contrato temporário, a contratação é feita por uma empresa intermediadora, com duração de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, totalizando até 270 dias. O vínculo é com a empresa intermediadora, mas o(a) trabalhador(a) ou contratado(a) tem direito a hora extra, FGTS, salário equivalente aos(às) demais funcionários(as) e demais garantias trabalhistas.

Já o contrato por prazo determinado é firmado diretamente pela empresa, podendo durar até dois anos com uma única prorrogação. “Se houver mais de uma, o vínculo passa a ser indeterminado automaticamente. O(a) trabalhador(a) ou contratado(a) pode ser mantido como efetivo(a) dependendo do desempenho”, expôs a advogada.

👉 Ouça a entrevista completa e entenda todos os detalhes no programa “Oi, oi, gente querida” da Rádio Banda B!

Discriminação racial no trabalho: seus direitos e como agir

discriminação racial

A Semana da Consciência Negra é um momento fundamental para reforçar um tema que infelizmente ainda faz parte da realidade de muitos trabalhadores brasileiros: a discriminação racial no ambiente de trabalho. Mesmo com avanços legais e maior conscientização social, pessoas negras seguem enfrentando barreiras no acesso ao emprego, promoções e tratamento igualitário nas empresas.

A discriminação racial é ilegal e fere a dignidade do trabalhador. A legislação trabalhista, civil e penal garante mecanismos para combater o racismo e proteger quem sofre esse tipo de violência. Entender seus direitos é o primeiro passo para não aceitar práticas abusivas e buscar justiça sempre que necessário.

O que é discriminação racial no trabalho

Discriminação racial é qualquer conduta que inferioriza, humilha, exclui ou prejudica um trabalhador por causa de sua cor, raça, etnia ou origem. Ela pode ocorrer de forma explícita, como insultos, piadas e ofensas, mas também de forma silenciosa, por meio de decisões de gestão que dificultam o crescimento profissional de pessoas negras.

A Constituição Federal garante igualdade entre todos os trabalhadores e proíbe qualquer tipo de preconceito. Já a Lei nº 7.716/89 criminaliza práticas de racismo. Além disso, a CLT prevê proteção contra discriminação no acesso ao emprego e durante o contrato de trabalho.

Exemplos comuns de racismo no ambiente de trabalho

O racismo no trabalho pode aparecer de diferentes formas. Entre as mais frequentes estão:

  • Piadas, apelidos e comentários ofensivos sobre a cor da pele ou características físicas

  • Exclusão de oportunidades de promoção, supervisão ou cargos de liderança

  • Tratamento diferenciado em relação a colegas de trabalho

  • Pressão psicológica e assédio moral direcionado a pessoas negras

  • Barreiras na contratação, mesmo com qualificação adequada

  • Punições mais severas para trabalhadores negros em comparação com outros funcionários

Mesmo quando não há agressão direta, padrões de conduta que colocam o trabalhador negro em posição de desvantagem configuram discriminação e devem ser denunciados.

Quais são os direitos do trabalhador vítima de racismo

O trabalhador que sofre discriminação racial tem vários direitos assegurados por lei. Ele pode:

  • Denunciar criminalmente o agressor, já que racismo é crime

  • Registrar denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT)

  • Acionar a Justiça do Trabalho para pedir indenização por danos morais

  • Solicitar rescisão indireta do contrato se o ambiente se tornar insustentável

  • Requerer medidas de proteção e investigação interna dentro da empresa

A indenização por danos morais costuma ser reconhecida quando há comprovação de conduta discriminatória. A Justiça do Trabalho tem sido firme ao condenar empresas que mantêm práticas racistas ou falham em punir responsáveis.

Como as empresas devem agir para combater a discriminação

As empresas têm obrigação legal de garantir um ambiente de trabalho seguro, saudável e livre de discriminação. Isso inclui adotar políticas de diversidade, treinar equipes e criar canais de denúncia eficazes.

Uma empresa que ignora ou minimiza episódios de racismo pode ser responsabilizada civilmente por omissão. Além de indenizações, a organização pode ser alvo de fiscalização, ações coletivas e danos à reputação.

Como agir se você for vítima de discriminação racial

O trabalhador que enfrenta racismo deve seguir alguns passos para se proteger:

  1. Registrar provas sempre que possível: prints, mensagens, vídeos ou testemunhas.

  2. Procurar o setor de recursos humanos e registrar uma denúncia formal.

  3. Se não houver resposta, acionar o sindicato da categoria.

  4. Registrar denúncia no MPT, que pode investigar o empregador.

  5. Buscar um advogado trabalhista para avaliar ações judiciais e pedidos de indenização.

Ninguém é obrigado a suportar humilhações no ambiente de trabalho, e o trabalhador não deve ter medo de denunciar.

Combater o racismo no trabalho é proteger a dignidade do trabalhador

A Semana da Consciência Negra reforça a importância de debater e enfrentar a discriminação racial, especialmente no ambiente de trabalho. Racismo não é opinião, não é brincadeira e não é tolerável em nenhuma situação. É crime e fere direitos fundamentais do trabalhador.

Se você passou por episódio de discriminação ou não sabe como agir, procure orientação profissional. Um advogado trabalhista pode esclarecer seus direitos e ajudar a buscar justiça com segurança e respaldo jurídico.

Dúvidas sobre o tema? Entre em contato com nossos escritórios pelos links de Whatsapp ao lado.

De volta à CLT: por que influenciadores estão voltando ao modelo formal de trabalho 

retorno CLT

Nos últimos meses, uma onda silenciosa começou a ganhar força nas redes sociais: influenciadores e criadores de conteúdo estão voltando ao mercado formal de trabalho. Depois de anos tentando viver da internet, muitos descobriram que a vida de autônomo não é tão estável quanto parece. A queda no alcance das plataformas, a redução de contratos publicitários e a pressão constante por resultados levaram diversos profissionais a repensar o modelo de carreira.

Longe de ser um retrocesso, o retorno à CLT reflete um desejo legítimo por segurança, rotina e qualidade de vida. E mostra, sobretudo, que o emprego formal, apesar de criticado por muitos, ainda é um dos caminhos mais sólidos para quem busca estabilidade e equilíbrio.

A seguir, mostramos como a CLT traduz isso na prática. Confira!

Estabilidade financeira e previsibilidade de renda

Enquanto a renda de um influencer depende de campanhas, visualizações e algoritmos, o trabalhador formal tem a garantia de um salário fixo e regular. Essa previsibilidade permite organizar finanças, planejar o futuro e viver com menos ansiedade.

A volatilidade da internet faz com que o sucesso de hoje possa se tornar esquecimento amanhã. Já a segurança da CLT torna ainda mais valiosa em tempos de incerteza econômica.

Benefícios que fazem diferença

Ao voltar para a CLT, o profissional volta a contar com direitos que formam uma verdadeira rede de proteção: férias remuneradas, 13º salário, depósito mensal de FGTS, contribuições previdenciárias ao INSS, licença-maternidade e paternidade, seguro-desemprego, entre outros.

Esses benefícios não são apenas vantagens financeiras – são garantias de dignidade e amparo social, conquistadas por décadas de luta dos trabalhadores. Muitos só percebem o seu real valor quando ficam sem eles.

Jornada de trabalho e direito ao descanso

O trabalho nas redes sociais pode parecer libertador, mas, na prática, é um regime de dedicação quase integral, sem pausas ou horários definidos. A CLT, ao contrário, garante limites claros para a jornada de trabalho, além do direito ao descanso semanal e ao pagamento de horas extras.

Ter hora para começar e terminar o expediente é mais do que uma formalidade – é um instrumento de proteção à saúde mental e física.

Saúde mental e equilíbrio de vida

A exposição constante, a cobrança por resultados e a comparação nas redes geram impactos diretos na saúde emocional. Muitos influenciadores relatam ansiedade, insônia, depressão e esgotamento.

Ao retornar à CLT, esses profissionais encontram algo que o mundo digital raramente oferece: rotina, estabilidade e previsibilidade. Esses fatores são fundamentais para o bem-estar psicológico e para uma vida mais equilibrada.

Ser CLT não é o oposto de empreender

Há quem acredite que voltar à CLT significa abrir mão da liberdade, mas isso é um mito. O vínculo formal não impede o profissional de desenvolver projetos paralelos, freelas ou novos negócios. Pelo contrário: o salário fixo e os direitos trabalhistas oferecem base e segurança para construir sonhos com mais calma.

Conclusão: revalorizando o trabalho com direitos

O movimento de influenciadores voltando à CLT é um lembrete importante para todos os trabalhadores: ter direitos é um privilégio conquistado. A formalização protege, dá segurança e garante dignidade em um mundo cada vez mais instável.

No fim das contas, ser CLT não é falta de ambição, mas uma escolha inteligente de quem entende o valor da estabilidade, da proteção social e do trabalho com propósito. Além disso, os benefícios garantidos pela CLT não podem ser infringidos pelas empresas sem a aplicação de punição. A rede de proteção ao trabalhador, que inclui os sindicatos e os representantes do direito trabalhista, é um fator importante para aumentar a segurança da classe trabalhadora.

Em caso de dúvidas sobre os seus direitos, entre em contato com um de nossos escritórios pelos links de WhatsApp ao lado.

Paraná Turismo: Lenara Moreira fala sobre os direitos dos contratos temporários de trabalho

Com a chegada do fim do ano, o número de vagas de trabalho temporário cresce em todo o país.

Mutirões de emprego e contratações diretas em lojas e shoppings movimentam o mercado e abrem oportunidades para quem busca uma colocação ou até mesmo uma efetivação.

Em entrevista para a TV Paraná Turismo, a advogada Lenara Moreira, do GASAM Advocacia, explicou que esse é um período em que muitas pessoas têm a chance de recomeçar profissionalmente. “Os contratos temporários são regulamentados por lei com algumas diferenças em relação àqueles com prazo indeterminado”, informou..

Ainda de acordo com a advogada, o contrato de trabalho temporário pode ter duração máxima de 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 90. “Se a contratação for encerrada antes do prazo, seja por iniciativa do trabalhador ou do empregador, quem der causa à rescisão antecipada deverá pagar uma indenização equivalente à metade do tempo restante para o término do contrato”, finaliza Lenara.

Os(as) trabalhadores(as) temporários(as) têm assegurados FGTS, férias proporcionais, remuneração equivalente ao dos demais contratados(as), horas extras com adicional de 20%, repouso semanal remunerado, adicional noturno e os mesmos recolhimentos previdenciários.

Confira a entrevista completa abaixo:

Jornal Nacional: Gabriel Brum analisa o rombo nos depósitos do FGTS

Jornal nacional

Nos últimos dias, milhões de brasileiros(as) descobriram que o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não estava sendo feito pelos contratantes. Um rombo que já chega a R$ 10 bilhões em todo país.

Conforme determina a Lei nº 8.036, todo mês, os empregadores devem depositar o FGTS, equivalente a 8% do salário bruto. O fundo serve como proteção em casos de demissão sem justa causa, doenças graves, catástrofes, aposentadoria, ou para quem deseja comprar ou construir a casa própria.

O advogado Gabriel Brum, sócio do MP&C Advocacia, comentou sobre o caso em entrevista ao Jornal Nacional.

“Estamos diante de uma falta gravíssima da empresa, que gera a rescisão indireta do contrato de trabalho. Fica insuportável manter essa relação, e a pessoa sai com todos os direitos da demissão sem justa causa”, explica.

O estado de Minas Gerais se tornou um dos lugares com número de trabalhadores(as) mais prejudicados(as). O escritório acompanha de perto cada caso e se mantém atento a todas as irregularidades. Estamos sempre vigilantes e prontos para agir, garantindo que os direitos trabalhistas sejam respeitados e que as empresas cumpram suas obrigações legais.

Se você percebeu irregularidades no seu FGTS, acompanhe os depósitos e busque orientação de um(a) advogado(a) trabalhista. Esse dinheiro é um direito seu por direito. Dúvidas? Entre em contato pelos links de Whatsapp ao lado.

Confira a participação completa de Gabriel Brum no site do Jornal Nacional.